Imóvel como investimento
É até um tanto estranho falar de imóvel como investimento. Imagina-se que todo mundo sabe sobre o assunto. Pois desde que me conheço como gente, muito antes de enveredar pelo caminho da engenharia, já ouvia meu avô falar, e depois meu pai, que imóvel é um bem de raiz, que só faz mal a quem vende e é sempre bom para quem compra.
Tem um ditado que diz que só se aprende apanhando. E nesses últimos meses muita gente apanhou. De outubro de 2008 até hoje, os que apostaram a maior parte do patrimônio no mercado financeiro viram, de uma hora para outra, toda a sua economia evaporar.
Mesmo sem abordar a volatilidade do dinheiro em contraponto com um bem de raiz, o imóvel volta a ser financeiramente um bom investimento. Por que? A tendência dos juros é cair. A SELIC que remunera as grandes aplicações tende, até o final do ano, chegar a casa de um dígito, em torno de 9% a.a.. Assim, a remuneração mensal bruta, sem dedução do IR, ficará por volta de 0,7% a.m.. O aluguel comercial está pagando entre 1,2% e 1,5% a.m., e o residencial em torno de 1% a.m.. Fora a valorização do imóvel! Mas é preciso ficar atento quanto à manutenção - alguns condomínios não fazem os reparos necessários para que o imóvel continue a valorizar. Dessa forma, às vezes o investidor tem de migrar o investimento para imóveis mais modernos, acompanhando o vetor de crescimento da cidade. Para isso, o mercado imobiliário conta com imobiliárias e consultores experientes e atentos para assessorar os clientes e propor o momento certo para a mudança da carteira de investimento em imóveis.
