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			<title>Blog do Guto Amoedo | Brito &amp; Amoedo | Brasil Brokers - Cidade</title>
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			<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 03:15:17 -0300</pubDate>
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				<title>Porto Sul</title>
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				Incr&#xed;vel como o Minist&#xe9;rio P&#xfa;blico, inclusive o Federal, e os ambientalistas s&#xe3;o contra o desenvolvimento da Bahia. Todos n&#xf3;s sabemos o quanto &#xe9; importante a implanta&#xe7;&#xe3;o do Complexo Porto Sul para o Estado e, mais ainda, para a Costa do Cacau.  A audi&#xea;ncia p&#xfa;blica na C&#xe2;mara dos Deputados em Bras&#xed;lia, do &#xfa;ltimo dia 17, foi marcada pela irrita&#xe7;&#xe3;o de ambientalistas e do Minist&#xe9;rio P&#xfa;blico contra a implanta&#xe7;&#xe3;o do projeto.  Ressalto que o projeto da Bahia pode ter contrapartidas sociais e econ&#xf4;micas que minimizem o impacto ambiental, porque n&#xe3;o se faz nada sem que haja algum tipo de impacto. Ao mesmo tempo, estamos convivendo com desastres ambientais muito graves que causam impactos negativos &#xe0; toda a sociedade. Um exemplo &#xe9; o vazamento de &#xf3;leo no golfo do M&#xe9;xico ? um dos maiores desastres ambientais  de todos os tempos - e vejo o mundo calado. Nem se fala mais no assunto e o &#xf3;leo continua a derramar. Eu pergunto: onde est&#xe3;o as organiza&#xe7;&#xf5;es de defesa do meio ambiente e os poderes p&#xfa;blicos? E o vazamento, que contrapartida dar&#xe1; para o mundo? 
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				<category>Cidade</category>				
				
				<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 15:23:00 -0300</pubDate>
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				<title>As barracas e a reurbaniza&#xe7;&#xe3;o da Orla</title>
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				Quando o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) foi implantado, muitos se opuseram: alguns para angariar votos, pois est&#xe1;vamos pr&#xf3;ximos de per&#xed;odo eleitoral; outros para salvar a Orla da verticaliza. Chegou-se a argumentar que os pr&#xe9;dios fariam sombra na praia, embora a dist&#xe2;ncia entre a parte edificada e a praia seja grande. O tempo passou e as previs&#xf5;es n&#xe3;o se confirmaram, restando somente a peleja das barracas de praia, com suas idas e vindas. Quem quer que tenha se debruado minimamente sobre urbaniza&#xe7;&#xe3;o sabe que se trata de um processo que abrange relaes sociais, econ&#xf4;micas, pol&#xed;ticas e ideolgicas, que no se do de forma separada para que o desenvolvimento seja amplo e eficaz. 

Pensar a reurbaniza&#xe7;&#xe3;o das barracas de praia chamar discurso todo o espa&#xe7;o que envolve a Orla de Salvador. Do contr&#xe1;rio, podemos correr o risco de projetarmos uma aglomerado de equipamentos que, mais tarde, entrar em deteriorao, dando lugar a todo tipo de com&#xe9;rcio, principalmente os ilegais. preciso estar atentos para uma regi&#xe3;o que se caracteriza por um adensamento urbano, que hoje incorpora empreendimentos de baixo valor urbanstico, o que nos torna, talvez, a Orla de menor impacto no Nordeste. 

Por outra via, estamos diante de um espa&#xe7;o com grande potencial tur&#xed;stico, mas de pouca conex&#xe3;o com essa ind&#xfa;stria. Um bom exemplo que a regio no abriga o parque hoteleiro da cidade, sendo um espao provido de intervenes esparsas e pontuais, porm distantes de uma concepo de espao turstico interligado a equipamentos e moradias de alto padr&#xe3;o, no momento inexistentes. 

Embora a cidade seja rica em hist&#xf3;ria e seja lembrada por baianos e turistas como local aprazvel, nossa Orla carece de identidade. Podemos pontuar, apenas, positivamente os bairros da Pituba que recebeu, recentemente, um tratamento urban&#xed;stico, e o bairro de Itapu, por seu simbolismo. Para alm das barracas de praia, faz-se necessrio pensar a Orla e nesse sentido o poder p&#xfa;blico exerce um papel de extrema import&#xe2;ncia na produo desse espa&#xe7;o urbano, na medida em que sua ao define a concep&#xe7;&#xe3;o  da forma de produo do espao e, por efeito, da urbaniza&#xe7;&#xe3;o. Exemplo consistente de produo urban&#xed;stica, e que deve ser seguido, a proje&#xe7;&#xe3;o da Avenida At&#xe2;lntica, projetada para ter 14,6 quilmetros de pista dupla na rea de influncia da Paralela e que vai beneficiar mais de 430 mil pessoas na regi&#xe3;o. 
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				<category>Cidade</category>				
				
				<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 14:06:00 -0300</pubDate>
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				<title>&#xc9; preciso discutir Salvador e RMS</title>
				<link>http://blogdoguto.britoeamoedo.com.br/index.cfm/2009/10/29/-preciso-discutir-Salvador-e-RMS</link>
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				No mundo, o cr&#xe9;dito imobili&#xe1;rio representa 70% do volume de empr&#xe9;stimos para pessoas f&#xed;sicas; no Brasil, menos de 20%. Se compararmos o cr&#xe9;dito imobili&#xe1;rio em rela&#xe7;&#xe3;o ao PIB (Produto Interno Bruto), veremos que nos EUA um valor equivalente a 78% do PIB &#xe9; comprometido com a casa pr&#xf3;pria, na Espanha s&#xe3;o 46%, no Chile, 15%, no M&#xe9;xico, 11%, e no Brasil, minguados 3%.

No governo atual, do presidente Lula, foi deslumbrada uma sa&#xed;da com o programa Minha Casa, Minha Vida. Na d&#xe9;cada de 80, n&#xf3;s tivemos um baque com a extin&#xe7;&#xe3;o do Banco Nacional de Habita&#xe7;&#xe3;o. Ele era voltado para programas habitacionais. Isso afetou drasticamente o mercado imobili&#xe1;rio. De l&#xe1; pra c&#xe1;, nenhuma secretaria adotou a miss&#xe3;o de fomentar a produ&#xe7;&#xe3;o imobili&#xe1;ria, principalmente a voltada para baixa renda.

Os indicadores para o crescimento do mercado imobili&#xe1;rio brasileiro s&#xe3;o a capacidade e disposi&#xe7;&#xe3;o de financiamento do sistema banc&#xe1;rio p&#xfa;blico e privado, prazos de financiamento mais longos, manuten&#xe7;&#xe3;o de n&#xed;veis de emprego, crescimento da oferta de cr&#xe9;dito, eleva&#xe7;&#xe3;o m&#xe9;dia da renda e os juros baixos.

Segundo dados divulgados pela Abecip (Associa&#xe7;&#xe3;o Brasileiras das Entidades de Cr&#xe9;dito Imobili&#xe1;rio e Poupan&#xe7;a), nos quatro primeiros meses de 2009, foram financiadas 78.552 unidades habitacionais com recursos da poupan&#xe7;a. Aumento de 6,31% em igual per&#xed;odo do ano passado. Ou seja, neste primeiro quadrimestre, n&#xf3;s j&#xe1; superamos o quadrimestre passado.

Quando se instalou a crise financeira mundial (setembro de 2008), tivemos problemas no setor, em fun&#xe7;&#xe3;o da escassez de cr&#xe9;dito. Este ano j&#xe1; h&#xe1; expectativa que no &#xfa;ltimo quadrimestre as vendas sejam bem melhores que o quadrimestre passado. Temos uma baixa inadimpl&#xea;ncia no setor, em torno de 1,5%, o que ajuda a fomentar mais cr&#xe9;dito e baixos juros, e isto se deve em raz&#xe3;o da seguran&#xe7;a jur&#xed;dica que protege o im&#xf3;vel, como &#xe9; o caso da aliena&#xe7;&#xe3;o fiduci&#xe1;ria.

O d&#xe9;ficit habitacional da Bahia &#xe9; de 600 mil unidades, e o de Salvador, estimado em 80 mil. Em 2001, Salvador tinha 2.443.107 habitantes. Em 2007este n&#xfa;mero subiu para 2.892.625 pessoas. Hoje a cidade tem mais de 3 milh&#xf5;es de habitantes. A taxa de crescimento anual na capital do Estado &#xe9; de 1,8% e o crescimento populacional anual da capital &#xe9; de 74.919 habitantes. Cama&#xe7;ari, em 2001, tinha 161.727 habitantes. Em 2007, subiu para 220.495. A taxa de crescimento anual &#xe9; de 9.794 habitantes. Depois vem o munic&#xed;pio de Lauro de Freitas, com uma popula&#xe7;&#xe3;o em 2001 de 113.543 habitantes, em 2007 o n&#xfa;mero subiu para 144.492 e a taxa de crescimento por ano &#xe9; de 2,7%. O crescimento populacional anual &#xe9; de 5.158 pessoas.

Estes tr&#xea;s munic&#xed;pios juntos d&#xe3;o um crescimento populacional anual de 89.871 pessoas. Isso sem contar com Sim&#xf5;es Filho. &#xc9; uma cidade crescendo por ano dentro da Regi&#xe3;o Metropolitana de Salvador (RMS), e a pergunta &#xe9;: como levar a essa popula&#xe7;&#xe3;o infraestrutura, seguran&#xe7;a, sa&#xfa;de, educa&#xe7;&#xe3;o e moradia?

At&#xe9; 1980, muita coisa foi criada. T&#xfa;nel Am&#xe9;rico Simas, avenidas de vale, Vale do Canela, Avenida Garibaldi, Avenida Ant&#xf4;nio Carlos Magalh&#xe3;es, Avenida Paralela. De 80 pra c&#xe1;, houve uma diminui&#xe7;&#xe3;o dr&#xe1;stica em investimentos em infraestrutura e s&#xf3; foi feita a quarta via da Paralela, a Lu&#xed;s Eduardo Magalh&#xe3;es, alguns viadutos e mais nada.

Precisamos discutir melhor os investimentos na cidade, caso contr&#xe1;rio vamos ficar mais 20 anos sem nada ser feito. Salvador &#xe9; uma pen&#xed;nsula, e a quest&#xe3;o do crescimento populacional e como dotar a cidade de infraestrutura deve ser uma preocupa&#xe7;&#xe3;o constante de todos n&#xf3;s. Salvador e regi&#xe3;o metropolitana precisam de bons hospitais e uma melhor infraestrutura para se desenvolver.

Precisamos come&#xe7;ar a discutir agora um novo PDDU que integre os munic&#xed;pios da regi&#xe3;o metropolitana. N&#xe3;o &#xe9; poss&#xed;vel ficarmos pensando isoladamente as cidades da RMS, quando a proximidade geogr&#xe1;fica salta aos olhos e os problemas tamb&#xe9;m. Note-se que &#xe1; temos um transporte p&#xfa;blico insuficiente que atende &#xe0; regi&#xe3;o metropolitana. 
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				<category>Cidade</category>				
				
				<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 12:42:00 -0300</pubDate>
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				<title>Patrim&#xf4;nio hist&#xf3;rico tombado pela chuva</title>
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				&#xc9; importante come&#xe7;ar dizendo que, a pesar de ser engenheiro e construtor por mais de 30 anos, sou 100% favor&#xe1;vel &#xe0; preserva&#xe7;&#xe3;o e ao tombamento de locais representativos da nossa hist&#xf3;ria para forma&#xe7;&#xe3;o de um patrim&#xf4;nio. O legado de gera&#xe7;&#xf5;es passadas representa uma preciosa maneira de conhecer e vivenciar o passado, e fortalece a nossa cultura.

Existe uma preocupa&#xe7;&#xe3;o mundial em preservar patrim&#xf4;nios hist&#xf3;ricos da humanidade por meio de leis de prote&#xe7;&#xe3;o e restaura&#xe7;&#xf5;es que possibilitam a manuten&#xe7;&#xe3;o das suas caracter&#xed;sticas originais. Por que com a gente, baianos, &#xe9; diferente? Eu digo: porque na Bahia muitas vezes se anda na contram&#xe3;o do mundo. Aqui se tomba patrim&#xf4;nio por raiva, inveja, sentimentalismo e por outros motivos alheios &#xe0; cultura ou &#xe0; hist&#xf3;ria. O fato mais apavorante &#xe9; que se tomba por tombar e depois se abandona. Estamos vendo agora, com pouco tempo de chuva, patrim&#xf4;nio hist&#xf3;rico come&#xe7;ando a desabar, colocando em risco a vida daqueles que os invadem e de quem caminha pelos passeios p&#xfa;blicos em frente.

Dessa forma, venho mais uma vez me pronunciar contra o tombamento injustificado e contra a falta de planejamento econ&#xf4;mico para a manuten&#xe7;&#xe3;o desses im&#xf3;veis. E, por fim, pergunto: quem vai dar manuten&#xe7;&#xe3;o nos que est&#xe3;o a&#xed; antes que caiam e fa&#xe7;am inocentes de v&#xed;timas? 
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				<category>Cidade</category>				
				
				<pubDate>Fri, 08 May 2009 13:32:00 -0300</pubDate>
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